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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Cadela Mel que foi atropelada em Campo Grande



Vira-lata Mel perdeu movimentos das patas traseiras após sofrer trauma.
Investigação concluiu que Mel foi atropelada acidentalmente pelo dono.

Cirurgia da cadela Mel durou cerca de 2 horas (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)
A Polícia Civil em Campo Grande concluiu que a vira-lata Mel, que perdeu os movimentos das patas traseiras, não sofreu maus-tratos. Em entrevista ao G1 nesta segunda-feira (2), a delegada Suzimar Batistela, da delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat), disse que as investigações concluíram que a cadela foi atropelada acidentalmente pelo dono, um rapaz de 25  anos.
O irmão do suspeito, que havia dito que viu o rapaz agredir a vira-lata, mudou o depoimento e alegou que não viu nada. Além disso, a acusação teria sido feita após uma briga entre os dois.Segundo a delegada, o inquérito foi concluído na última quinta-feira (29). “A tipificação do crime continuou como maus-tratos, mas a responsabilidade não foi imputada ao dono, já que a agressão não foi comprovada”, explicou a delegada.
O caso foi remetido à Justiça Especial Criminal, podendo ser arquivado por falta de materialidade. No caso do irmão do suspeito, há ainda a possibilidade de se abrir uma investigação policial por denunciação caluniosa.
Cirurgia
Mel está internada em uma clínica veterinária de Campo Grande desde o dia 27 de fevereiro. A cadela perdeu os movimentos das patas traseiras por conta de lesões na tíbia e na medula.
No dia 21 de março, foi submetida a cirurgia para descomprimir a medula no local da lesão. A veterinária Ana Lúcia Salviatto, responsável pelo tratamento da vira-lata, diz que Mel vai passar hoje (2) por procedimento de coleta de medula, para cultivo da célula-tronco. O material será implantado posteriormente no lugar da lesão, uma tentativa para recuperação dos movimentos das patas. A vira-lata também vai ser operada de uma fratura na tíbia na pata esquerda traseira.
Desde que o caso foi divulgado, várias pessoas foram à clínica e fizeram doações de dinheiro e toalhas higiênicas. A veterinária conta que, na última semana, alunos de uma escola estadual fizeram vaquinha e conseguiram arrecadar R$ 300,00. “Todas essas iniciativas ajudam a custear o tratamento da Mel”.
Após agressão Mel ficou com as patas posteriores paralisadas (Foto: Aliny Mary Dias/G1 MS)

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